Filosofia


O que é filosofia?

FILOSOFIA ANTIGA
Segundo Platão, no Eutidemo, a Filosofia “é o uso do saber em proveito do homem”. No entender de Platão existe a necessidade de uma “ciência em que coincidam fazer e saber valer-se daquilo que se faz”. Isto requer compreender “a posse ou a aquisição de um conhecimento que seja ao mesmo tempo o mais válido e o mais extenso possível” (ABBAGNANO, 1988, p. 420).

No entender de Sexto Empírico (cético) a Filosofia “se propõe a realizar a imperturbabilidade da alma pela suspensão do assentimento” (ABBAGNANO, 1988, p. 421).

FILOSOFIA MODERNA
René Descartes definiu a filosofia como o “estudo da sabedoria, e por sabedoria não se entende somente a prudência nos negócios, mas um perfeito conhecimento de todas as coisas que o homem pode conhecer, quer para a conduta de sua vida, quer para a conservação de sua saúde e a invenção de todas as artes” (ABBAGNANO, 1988, p. 420).

Segundo Thomas Hobbes a Filosofia “é de um lado o conhecimento causal, de outro a utilização desse conhecimento causal em benefício do homem” (ABBAGNANO, 1988, p. 420).

Immanuel Kant define o conceito cósmico da Filosofia, ou seja válido para todos os homens: “Uma ciência da relação de todo o conhecimento com a finalidade essencial da razão humana”. Esta finalidade é a “felicidade universal”, e “refere tudo à sabedoria mas através da ciência”. (ABBAGNANO, 1988, p. 420).

FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA

Para John Dewey a Filosofia é “crítica dos valores”, “crítica das crenças, das instituições, dos costumes, das políticas em relação ao seu alcance sobre os bens” (ABBAGNANO, 1988, p. 420).

Segundo Nicolas Abbagnano a fórmula de Platão “tem a vantagem de não estabelecer nada acerca da natureza e dos limites do saber acessível ao homem ou acerca dos objetivos para os quais ele pode ser redigido”. “Pode-se entender aquele conhecimento, portanto, quer como revelação ou posse, quer como aquisição ou busca; e seu uso pode ser entendido como orientado para a salvação ultraterrena ou terrena do homem, como orientado para a aquisição de bens espirituais ou materiais, ou para a realização de correções ou mudanças do mundo” (ABBAGNANO, 1988, p. 420).


Ludwig Wittgenstein afirmou que o alvo da Filosofia “é fazer desaparecer os problemas filosóficos, e eliminar a própria Filosofia ou ‘curar-nos’ dela”. Em seu entendimento “a libertação da Filosofia é a vantagem que o uso do saber […] pode proporcionar” (ABBAGNANO, 1988, p. 421).


Referências
ABBAGNANO, Nicola, Dicionário de Filosofia. 2ª ed. São Paulo: Mestre Jou, 1982.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Análise da "Escola de Atenas" (Rafael)